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Sem pedagogia: não há humanidade!!

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A pedagogia remonta às grandes civilizações da humanidade. A figura do educador sempre esteve presente, apoiando os seres humanos desde os primeiros passos: na era dos caçadores-coletores, lá estavam eles transmitindo o conhecimento prático às novas gerações. Com os primeiros assentamentos urbanos, consolidaram tanto os saberes ancestrais quanto as novas descobertas. Na Antiguidade, a atividade ganhou o estatuto de ofício. Na educação formal, tornou-se uma figura necessária e obrigatória — os gregos são, talvez, o maior reflexo disso, enquanto na Roma antiga, as famílias tradicionais os mantinham muitas vezes na condição de escravizados. Na Modernidade, diversos projetos de poder e ideologias recrutaram pedagogos e pedagogas para suas doutrinas. No entanto, nos tempos de resistência às ditaduras, lá estavam eles na vanguarda, como bem demonstra o legado de Paulo Freire. Hoje, diante de uma tecnologia avassaladora, pedagogas e pedagogos são mais indispensáveis do que nunca, ...

Mãe a força cósmica que mantém a humanidade.

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Mãe — uma palavra pequena em qualquer idioma, mas com uma força comparável à do próprio Big Bang, aquela explosão incomensurável que deu origem ao universo. Foi dessa expansão da vida que nós surgimos. Sim, somos resultado dessa força cósmica presente em todas as formas de existência e reprodução. O milagre da vida começa e continua graças às mães: aquelas que gestam, cuidam, acalentam, lamentam, rezam e fazem de tudo para que a vida que geraram cresça viva e feliz. Há também mães que não geram no ventre, mas geram no coração — e são mães da mesma forma. Não importa a condição, a cultura, o idioma ou a situação: mãe é a força vital que sustenta a humanidade sobre a face da Terra. Mãe, eu te amo.

Não era igreja, era um banco — mas alguém rezava em silêncio

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O segundo piso da agência do Bradesco, na Avenida Álvaro Maia, é mais do que um espaço de atendimento. É um ponto de encontro entre urgências.Ali funciona o setor de empréstimos para servidores públicos de Manaus. Durante a semana, nunca está vazio. As cadeiras se ocupam rapidamente — não só de pessoas, mas de preocupações.O ambiente tem um silêncio peculiar. Não é ausência de som, mas excesso de pensamento.Alguns cochilam, tentando escapar por alguns minutos. Outros olham fixamente para o chão, como se procurassem uma solução invisível. A maioria permanece imóvel, com o olhar distante — quase como o Pensador, de Auguste Rodin.Do outro lado do balcão, as atendentes. Muitas vêm dos tempos do antigo BEA. Não são apenas funcionárias: escutam histórias, traduzem angústias e devolvem respostas em forma de números — prazos, parcelas, limites.Cada atendimento parece simples. Mas nunca é.Num desses dias, eu também estava ali, esperando minha vez. Entre um número e outro no painel, ...

Não dá mais tempo:Quando tudo ficou mais fácil… e a vida mais apressada

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Houve um tempo em que o auge da tecnologia cabia em uma sala com máquinas barulhentas e disciplina militar. Chamava-se datilografia. Na minha juventude, esse era o curso do futuro. Dona Estela — uma senhora de 36 anos com alma e aparência de 56 — comandava a sala como uma maestrina. O som das teclas batendo, misturado ao estalo metálico das máquinas Olivetti, era quase uma sinfonia industrial. A gente acreditava: quem dominasse aquilo dominaria o mundo. Então chegaram as máquinas elétricas. Pronto, pensamos: agora vai. Um clique e tudo resolvido. Não foi bem assim. Nunca terminei o curso. Fiquei eternamente na lição um: “asdfg”. Talvez ali já estivesse um sinal do futuro — a gente começa muita coisa… e a vida acelera antes de terminar. Fotografia também era um sonho. Nosso mundo passava pelas páginas de revistas como Manchete, Cláudia e, mais tarde, Caras. Mas havia também a ousadia criativa de Ziraldo com sua Bundas, uma espécie de provocação cultural. Como ele dizia, com...

Juiz que "apagou a luz" e terminou a festa: o fim da aposentadoria compulsória no Judiciário

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  O poder judiciário brasileiro carrega uma marca de patrimonialismo que, para o cidadão comum, soa como um escárnio: a aposentadoria compulsória como "punição" para magistrados que cometem crimes. Recentemente, assistimos ao capítulo final de uma novela que define bem o que o Ministro do STF, Flávio Dino, chamou de "o bizarro de ouro" do Direito. ​A Blindagem de Toga ​Não estamos falando de erros leves, mas de peculato, desvios de função e enriquecimento ilícito. Enquanto um trabalhador comum é demitido por justa causa e perde tudo, o juiz que desonra a toga era "premiado" com o descanso remunerado, mantendo salários fartos. A festa parecia não ter fim, até que alguém resolveu esticar demais a corda. ​A Ironia do Destino: O Juiz e o Ministro ​A história ganha contornos de ironia grega. Um magistrado, condenado pelo CNJ à aposentadoria compulsória por sua vasta ficha de crimes, decidiu que o benefício ainda era pouco. Inconformado, recorr...

Silvio nunca foi Santos: padroeiro dos camelôs talvez!

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É fato que Silvio Santos transformou a carência de milhões brasileiros, em especial os pobres dos anos 70 e 80, que se exprimiam em frente a um único aparelho de tv, que existia, em raros lares, em uma gigantesca fonte de renda para ele. Em uma época de ausência de internet, em que o rádio perdia espaço para a TV, que nem de longe lembra as atuais TVs digitais, chegar em casa, ou na casa do vizinho para vê um programa do Silvio era o "sonho" de milhões de brasileiros. O povão tinha uma vida miserável, o transporte público era sub-humano, alimentação precária, comer frango talvez no almoço de domingo, a favela era favela no sentido literal da palavra e conviviam com a inflação galopante herança dos anos da ditadura civil - militar. Foi em cima da massa de miserável que Silvio Santos "vendia" o sonho da casa própria e do carnê da Felicidade, que fez a felicidade da vida dele e de pontuais clientes que pagavam "rigorosamente" em dia. Utilizando ...

Assim a Direita ultra vai " virar a mesa"

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         Nos últimos dias os grandes canais de informações tem reportado um conjunto de " cagadas", feita por pessoa do bem, no campo jurídico, politico e econômico que irá municiar a direita ultra " conservadora."Eles adoram uma " munição de " grosso calibre ".    A decisão do TCU - Tribunal de Contas da União - que exetou o presidente Lula devolver um relógio que ganhou no primeiro mandato (2003-2006) está sendo usada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pedir o arquivamento do inquérito das joias. Ainda no campo jurídico a Folha, que está mais para " papel higiênico usado," divulgou uma reportagem na qual afirma que ministro do supremo (STF) Alexandre de Morais utilizou de " expediente extra -oficial para" encomenda investigações de bolsonaristas.    No campo político resultados das eleições na Venezuela tem colocado o presente Lula em uma "saia justa", " se correr bicho pega e se fica...