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Não dá mais tempo:Quando tudo ficou mais fácil… e a vida mais apressada

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Houve um tempo em que o auge da tecnologia cabia em uma sala com máquinas barulhentas e disciplina militar. Chamava-se datilografia. Na minha juventude, esse era o curso do futuro. Dona Estela — uma senhora de 36 anos com alma e aparência de 56 — comandava a sala como uma maestrina. O som das teclas batendo, misturado ao estalo metálico das máquinas Olivetti, era quase uma sinfonia industrial. A gente acreditava: quem dominasse aquilo dominaria o mundo. Então chegaram as máquinas elétricas. Pronto, pensamos: agora vai. Um clique e tudo resolvido. Não foi bem assim. Nunca terminei o curso. Fiquei eternamente na lição um: “asdfg”. Talvez ali já estivesse um sinal do futuro — a gente começa muita coisa… e a vida acelera antes de terminar. Fotografia também era um sonho. Nosso mundo passava pelas páginas de revistas como Manchete, Cláudia e, mais tarde, Caras. Mas havia também a ousadia criativa de Ziraldo com sua Bundas, uma espécie de provocação cultural. Como ele dizia, com...