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Juiz que "apagou a luz" e terminou a festa: o fim da aposentadoria compulsória no Judiciário
O poder judiciário brasileiro carrega uma marca de patrimonialismo que, para o cidadão comum, soa como um escárnio: a aposentadoria compulsória como "punição" para magistrados que cometem crimes. Recentemente, assistimos ao capítulo final de uma novela que define bem o que o Ministro do STF, Flávio Dino, chamou de "o bizarro de ouro" do Direito. A Blindagem de Toga Não estamos falando de erros leves, mas de peculato, desvios de função e enriquecimento ilícito. Enquanto um trabalhador comum é demitido por justa causa e perde tudo, o juiz que desonra a toga era "premiado" com o descanso remunerado, mantendo salários fartos. A festa parecia não ter fim, até que alguém resolveu esticar demais a corda. A Ironia do Destino: O Juiz e o Ministro A história ganha contornos de ironia grega. Um magistrado, condenado pelo CNJ à aposentadoria compulsória por sua vasta ficha de crimes, decidiu que o benefício ainda era pouco. Inconformado, recorr...
Não dá mais tempo:Quando tudo ficou mais fácil… e a vida mais apressada
Houve um tempo em que o auge da tecnologia cabia em uma sala com máquinas barulhentas e disciplina militar. Chamava-se datilografia. Na minha juventude, esse era o curso do futuro. Dona Estela — uma senhora de 36 anos com alma e aparência de 56 — comandava a sala como uma maestrina. O som das teclas batendo, misturado ao estalo metálico das máquinas Olivetti, era quase uma sinfonia industrial. A gente acreditava: quem dominasse aquilo dominaria o mundo. Então chegaram as máquinas elétricas. Pronto, pensamos: agora vai. Um clique e tudo resolvido. Não foi bem assim. Nunca terminei o curso. Fiquei eternamente na lição um: “asdfg”. Talvez ali já estivesse um sinal do futuro — a gente começa muita coisa… e a vida acelera antes de terminar. Fotografia também era um sonho. Nosso mundo passava pelas páginas de revistas como Manchete, Cláudia e, mais tarde, Caras. Mas havia também a ousadia criativa de Ziraldo com sua Bundas, uma espécie de provocação cultural. Como ele dizia, com...
Silvio nunca foi Santos: padroeiro dos camelôs talvez!
É fato que Silvio Santos transformou a carência de milhões brasileiros, em especial os pobres dos anos 70 e 80, que se exprimiam em frente a um único aparelho de tv, que existia, em raros lares, em uma gigantesca fonte de renda para ele. Em uma época de ausência de internet, em que o rádio perdia espaço para a TV, que nem de longe lembra as atuais TVs digitais, chegar em casa, ou na casa do vizinho para vê um programa do Silvio era o "sonho" de milhões de brasileiros. O povão tinha uma vida miserável, o transporte público era sub-humano, alimentação precária, comer frango talvez no almoço de domingo, a favela era favela no sentido literal da palavra e conviviam com a inflação galopante herança dos anos da ditadura civil - militar. Foi em cima da massa de miserável que Silvio Santos "vendia" o sonho da casa própria e do carnê da Felicidade, que fez a felicidade da vida dele e de pontuais clientes que pagavam "rigorosamente" em dia. Utilizando ...
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